Público da Revista Proteção: Profissionais de Segurança e Saúde do Trabalho e interessados no tema.
Início tenso
Neste mês trazemos orientações e dicas de como gerenciar os fatores de riscos psicossociais no ambiente de trabalho. Não que isso já não tivesse que ser feito antes, afinal, aspectos da organização do trabalho e das condições em que ele é realizado sempre se refletiram na saúde mental dos trabalhadores. Portanto, já deveriam fazer parte da prática ergonômica há muito tempo.
Agora, porém, a regra tornou-se mais explícita apontando que este risco tem que ser gerenciado dentro do GRO como todos os outros. Ou seja, identificação, avaliação, adoção de medidas de controle e monitoramento também se aplicam aos psicossociais.
Porém, mesmo em vigência, o clima é tenso e controverso. Em junho a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo obteve liminar suspendendo a aplicação de sanções da fiscalização relativas aos fatores de riscos psicossociais para as empresas associadas. Há ainda outras ações ajuizadas no STF pedindo a suspensão de fiscalização e multa. Os argumentos são de que faltaria objetividade e parâmetros mais claros para fazer o gerenciamento, o que poderia gerar insegurança jurídica.
Na reportagem Como gerenciar, a partir da página 30, trazemos algumas respostas e atualizações sobre o embate jurídico.
REPORTAGEM DE CAPA / RISCOS PSICOSSOCIAIS
O GERENCIAMENTO DOS FATORES DE RISCOS PSICOSSOCIAIS PRECISA SER COMPREENDIDO NA PRÁTICA PARA QUE POSSA TRAZER MELHORIAS À ORGANIZAÇÃO
A entrada em vigor da atualização do capítulo 1.5 da NR 1 explicitou a necessidade de gerenciamento dos fatores de riscos psicossociais no trabalho. A reportagem traz as visões de governo, trabalhadores e empresas sobre o tema, inclusive pontos controversos apontados por representantes empresariais, e motivo de disputas judiciais. Mas a norma segue vigente e a matéria reforça que o gerenciamento deve seguir a mesma lógica aplicada aos demais riscos ocupacionais. Confira o que especialistas no assunto, fiscalização e empresas recomendam.
ENTREVISTA
COMO MEDIR E ALTERAR A CULTURA DE SEGURANÇA
A advogada e executiva Ana Victoria Briceño Graterol iniciou sua carreira no Brasil na DuPont e DSS Latam, adquirindo expertise em programas para fortalecer a cultura e a sustentabilidade das organizações. Como consultora independente criou, em conjunto com outros profissionais, nova metodologia voltada para medir a cultura de segurança nas empresas. Ela é mestre em Negócios Internacionais, pós-graduada em Marketing e em Neuromarketing.
PREVENSUL 2026
Feira e eventos paralelos reúnem milhares de prevencionistas no Sul do Brasil.
ARTIGOS
CONTROLE ONLINE
Tecnologia integrada à gestão de segurança.
DORT EM MULHERES
Entenda por que a doença prevalece no sexo feminino.
O QUE MUDA NO PCMSO
Repercussões da nova redação da NR 1 no programa.
SINAIS CLAROS
Analisar causas de acidentes pode ser revelador.