Público da Revista Proteção: Profissionais de Segurança e Saúde do Trabalho e interessados no tema.
Além da exigência legal
O elevado número de infrações e interdições em atividades relacionadas à eletricidade vem demonstrando lacunas importantes entre as circunstâncias da exposição do trabalhador e as medidas de proteção. A NR 10, que rege a segurança em instalações elétricas e serviços na área foi recentemente atualizada e será preciso dedicação para adequar, no prazo de um ano, tudo o que rege o novo texto.
Mas não é só uma questão de atender a lei, de elaborar documentos para mostrar à fiscalização. É muito mais do que isto.
É uma questão de vida ou morte, de trabalhador que volta para casa inteiro, ou lesionado e muitas vezes incapacitado para o resto da vida. Não são poucos e nem leves a maioria dos acidentes que acontecem no setor. O choque e a exposição ao arco elétrico são os mais temidos e os maiores causadores de lesões.
É por esse motivo que empresas e profissionais precisam, antes de ater-se aos novos requisitos técnicos, compreender que agora o foco é a gestão contínua da prevenção. É transformar as exigências em prática diária. Que seja uma norma “viva” e que contribua para preservar a vida. Confira a reportagem Nova lógica a partir das páginas 26 e 27.
REPORTAGEM DE CAPA / NR 10
NOVA NR 10 TRAZ A GESTÃO DO RISCO ELÉTRICO INTEGRADA AO GRO E CONSOLIDA A HIERARQUIA DAS MEDIDAS DE PREVENÇÃO
Após mais de duas décadas sem atualização, saiu em maio, o novo texto da NR 10 (Segurança em Instalações Elétricas e Serviços em Eletricidade). A norma, que passa a valer em um ano, determina às empresas a revisão de processos, documentos, treinamentos e critérios para garantir conformidade e maior proteção a quem trabalha exposto ao risco. O conceito agora é integrar a gestão do risco elétrico ao GRO da NR 1. A matéria traz especialistas no tema e profissionais que participaram da revisão desta norma regulamentadora para falar das principais mudanças.
ENTREVISTA
GERENCIANDO O RISCO PSICOSSOCIAL
A psicóloga do Trabalho, professora da UnB e pesquisadora da Universidade Paris Cité Ana Magnólia Mendes estuda há mais de 40 anos a relação entre organização do trabalho e sofrimento psíquico. Ela percebe como avanço a inclusão dos riscos psicossociais no PGR e critica modelos de gestão que focam na produtividade, vigilância e responsabilização do trabalhador pelo adoecimento.
ARTIGOS
NORMA DA CONSCIÊNCIA
NR Zero é a primeira de todas as normas, aquela que nenhuma lei escreveu.
SST NA PRÁTICA
Indústria desenvolve solução para redução de ruído na mineração.
ENFERMAGEM
Profissionais têm papel estratégico na mediação entre trabalhador, organização e equipe.
PREVENOR 2026
Em setembro novidades e atualização técnica reúnem prevencionistas em Recife/PE.